Morar Sozinho



1) Na primeira vez, alugue
Diferente do senso comum, quase metade dos millennials que procuram imóveis pretende comprar a casa própria em vez de alugar, e essa busca é 35% maior entre os casados.

“A turma mais jovem tem mais interesse em mobilidade do que em jogar a âncora em algum lugar só até casar e ter filho. Depois, tem um comportamento muito semelhante ao dos pais, com apreço pela casa própria”, explica o CEO do Zap, Eduardo Schaeffer.

Mas a casa própria nem sempre é sinônimo de sucesso financeiro, especialmente no início da carreira profissional.

“Os brasileiros são muito apegados a imóveis, mas a aquisição da primeira casa própria exige algumas respostas que dificilmente um jovem tem. Durante quanto tempo você pretende ficar nesse imóvel? Pretende se casar e continuar morando nele? Se tiver filhos, a casa vai atender às suas necessidades?”, questiona a educadora financeira Cássia D´Aquino.

Segundo a especialista, a ideia de que o imóvel é sempre um bom investimento precisa ser relativizada e, nessa fase da vida, é melhor alugar até ter mais claro seus objetivos futuros. O financiamento é um compromisso financeiro de prazo muito longo e vender o imóvel no futuro pode não ser tão fácil.

2) Aprenda afazeres domésticos para economizar
A ideia do “agora vou viver como eu quero” pode sair bem cara se você não se organizar para isso. “Morar sozinho não é fazer tudo o que se quer, é ser responsável por tudo o que se faz”, lembra Cássia.

Se você não sabe cozinhar nem lavar roupa, por exemplo, é melhor aprender antes que esses afazeres domésticos virem mais um custo fora de casa.

3) Faça um levantamento de todos os custos
Planejamento é essencial pra você ter certeza que vai conseguir arcar com todos os custos da casa nova antes de decidir se mudar. Faça uma lista de todos os gastos essenciais que terá, como aluguel, luz e internet.

“Esse é o primeiro passo. Se esses custos couberem no orçamento, você vai para a segunda lista, dos custos para mobiliar a casa”, ensina a planejadora financeira Leticia Camargo, da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).

É bem possível que, logo de cara, os custos se mostrem mais altos do que você imaginava. Se isso acontecer, veja onde você está disposto a mexer para reduzir os gastos. É nessa hora que você verá se está realmente disposto a abrir mão de alguns confortos para morar sozinho.

4) Se organize para manter uma reserva de emergência
Lembre de incluir na simulação dos custos não só os gastos fixos, mas também os gastos eventuais com imprevistos, se precisar fazer alguma manutenção na casa.

“É normal morar sozinho pela primeira vez com o orçamento apertado, mas não pode ser tão apertado a ponto de ficar no zero a zero e não ter nenhuma folga financeira para arcar com imprevistos”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O ideal é manter guardado para emergências um valor entre três e seis salários. Se isso parecer muito para você, organize o orçamento para guardar algum dinheiro todo mês, não importa quanto seja.

5) Organize o pagamento das contas
Se possível, coloque todos os pagamentos no débito automático e tente agrupá-los para a mesma data, casada com o pagamento do salário. Outra dica é colocar lembretes no celular ou na geladeira de todos os pagamentos.

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